Resiliência: uma história da vida real

Quem vê a auxiliar de enfermagem Lorrania aos 29 anos, cheia de força e esperança, estudando para ser técnica em enfermagem, não imagina o que ela teve que enfrentar. 

A personagem desta história é a personificação da resistência.  Aos 9 anos ela perdeu sua mãe, vítima de um linfoma no sistema nervoso. Teve que ser criada pelos avós.  Mas em 2005, quando tinha apenas 13 anos, Lorrania foi diagnosticada com leucemia linfoide aguda (LLA) tipo B, tipo de câncer sanguíneo e da medula óssea que afeta os glóbulos brancos (células de defesa). A LLA é comum na infância e ocorre quando uma célula de medula óssea desenvolve erros no seu DNA e se prolifera com facilidade:

 

“Um dia pela manhã, passei mal indo para escola. Senti dores fortes nas pernas que mal conseguia andar. Apareceram manchas roxas nas pernas, sangramentos pela gengiva e nariz, febre muito alta.”

Lorrania conta que sua avó a levou para o médico e o resultado dos exames não foi animador. Ela ficou internada no mesmo dia e logo em seguida foi transferida para o Hospital Graacc. Quando se é criança é difícil entender a complexidade das coisas, mas quando ela chegou ao hospital e percebeu que havia crianças sem cabelos, abatidas,  teve consciência de que sua vida tinha mudado: 

“Eu tenho câncer. Será que vou morrer? Será que vou conseguir? Será que vou aguentar? Eu só sei que a saudade da minha mãe aumentou muito mais.”

E aí começou sua batalha; foram anos de tratamento incluindo quimioterapia e radioterapia, 30 dias internada e sempre com saudades da sua mãe. Apenas uma criança que teve sua vida completamente mudada por conta de um diagnóstico. 

Quando se é adulto, lidar com os sentimentos e saber separar quais deles podem persistir soa mais fácil. Mas para uma criança, todas as sensações são misturadas. Mesmo com a ausência de sua mãe, Lorrania não esteve sozinha. Contou com o apoio de seus avós paternos, seu irmão, que na época tinha 12 anos e uma amiga de infância. 

 

No começo dessa história eu comecei dizendo que Lorrania era a personificação da resiliência, agora vou explicar o porquê: aos nove anos perdeu a mãe, aos 13 foi diagnosticada com câncer e após todo tratamento os médicos disseram que ela não poderia engravidar. Mas agora vem a parte curiosa desta história; ela tem dois filhos. 

Após muitas batalhas, aos 18 anos ficou grávida do seu primeiro filho Gabriel e aos 25 ficou grávida pela segunda vez de seu filho Davi:

“Deus, o cara de lá de cima que sempre está comigo, mandou dois lindos príncipes que são a razão de eu viver. Estou muito feliz e realizada como mãe.” 

A vida é feita de desafios e todos os dias temos que estar prontos para enfrentá-los. Alguns dias são mais difíceis que outros, alguns dias iremos sorrir mais do que outros e está tudo bem. No fundo, o que realmente importa é nunca desistir. 

Lorrania é um dos exemplos que podemos levar para a vida, de superação e persistência. Essa história termina com uma mensagem de esperança, mas pode ser o começo para uma nova forma de ver a vida: 

“Lutar sempre! Desistir jamais, mesmo que esteja sangrando, doendo, batalhe porque se for morrer na batalha morre como uma heroína, mas volta para casa do pai na vida eterna como um sábio”.

Ingrid Oliveira

Ingrid Oliveira

Jornalista em formação. Gosto de todos os assuntos e adoro contar histórias 

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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