O que é grau de agressividade do câncer?

O que é grau de agressividade do câncer?

Para a maioria das doenças o grau de agressividade é divido em 1 (bem diferenciado), 2 (moderadamente diferenciado) e 3 (pouco diferenciado). Quanto maior é o grau, maior é a velocidade de crescimento do tumor. Algumas pessoas classificam isto como agressividade do tumor, quanto maior o grau, mais agressivo. Existem doenças que usam outras escalas, como os tumores cerebrais (que vai de 1 a 4) e o tumor de próstata, que usa uma escala conhecida como Gleason (de 6 a 10). O princípio aqui também é o mesmo, quanto maior, mais rápido o tumor cresce.

 

Grau de agressividade do câncer. Entendendo o que ele significa:

 

Para se começar um tratamento contra o câncer existe uma série de informações que precisamos recolher para selecionar o melhor tratamento. Um dos exames mais importantes nesse contexto é a biópsia do tumor.

O exame de biópsia consiste na retirada de um pequeno pedaço do tumor para que seja feita sua análise detalhada no laboratório de patologia. A biópsia, é retirada deste pequeno fragmento do tumor, pode ser feita de diversas maneiras, dependendo do tipo e da localização do tumor. Por exemplo, a biópsia da mama pode ser feita com uma agulha, a do estômago é feita com o aparelho de endoscopia, a de intestino é feita com o colonoscópio, etc.

No laboratório de patologia o médico patologista vai processar este pequeno fragmento de tumor e observá-lo no microscópio. Este médico tem um longo treinamento e é capaz de dizer, a partir da aparência do tumor ao microscópio, qual é o diagnóstico, qual é o tipo da doença, descrever suas características, comportamento e seu grau de agressividade, ou seja, qual a velocidade que o tumor cresceria se não fosse feito nenhum tratamento.

Para a maioria das doenças o grau de agressividade é divido em 1 (bem diferenciado), 2 (moderadamente diferenciado) e 3 (pouco diferenciado). Quanto maior é o grau, maior é a velocidade de crescimento do tumor. Algumas pessoas classificam isto como agressividade do tumor, quanto maior o grau, mais agressivo. Existem doenças que usam outras escalas, como os tumores cerebrais (que vai de 1 a 4) e o tumor de próstata, que usa uma escala conhecida como Gleason (de 6 a 10). O princípio aqui também é o mesmo, quanto maior, mais rápido o tumor cresce.

Esta informação é importante porque ajuda o médico na escolha do melhor tratamento. Quanto mais rápido é o crescimento maior é a chance da doença se espalhar para outros órgãos, por isso, podem ser necessários tratamentos com mais medicamentos para estas doenças.

Por exemplo, doenças da mama de crescimento lento podem ser tratadas apenas com tratamentos hormonais, enquanto usamos quimioterapia para as doenças mais agressivas. No caso do câncer de próstata de crescimento lento, por vezes, pode-se apenas observar sem a necessidade de tratamento. Já no caso de doenças com a classificação de Gleason alta é necessário tratamento com cirurgia ou radioterapia, além de medicamentos. Nos tumores cerebrais de grau IV o tratamento é feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Nos tumores mais lentos podemos tratar com cirurgia e observar apenas, usando medicamentos caso a doença volte a crescer no futuro.

A escolha do melhor tratamento passa por uma consulta médica detalhada, da conversa aberta, franca e honesta entre a pessoa que está em tratamento e seu médico  e por  uma série de análises, tanto de laboratório quanto de imagens. O exame da biópsia é peça fundamental deste processo e deve ser analisado dentro do contexto geral da doença que cada pessoa está tratando, seu quadro clínico, idade e escolhas pessoais.

Dr. Felipe Ades

Dr. Felipe Ades

Felipe Ades é médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com especialidade em Oncologia Clinica pelo Instituto Nacional de Câncer (INCa). Passou 5 anos na Europa onde adquiriu os títulos de mestre no Institut Gustave Roussy em Paris e doutor (PhD) no Institut Jules Bordet em Bruxelas. Trabalhou em diversos aspectos da pesquisa em câncer, desde estudos em laboratório, testes de novos medicamentos com pacientes e políticas de saúde e saúde coletiva em câncer. Atualmente trabalha no Hospital Alemão Oswaldo Cruz e no Centro Paulista de Oncologia, em São Paulo. Nas horas vagas é mountain biker e guitarrista amador e aspirante a alpinista. Website: drfelipeades.com

  • IKCC - International Kidney Cancer Coalition
  • World Ovarian Cancer Day
  • WAPO - World Alliance of Pituitary Organizations
  • The Carcinoid Cancer Foundation
  • Alianza GIST
  • The Life Raft Group

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