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E se formos falar da morte, o que será do nosso viver?


15/05/2017

O que é a morte? O que é morrer?

Nunca ouvi alguém dizer que gosta de falar sobre o assunto.  Entretanto, a morte é o único fato que nos iguala, que nos aproxima, que nos torna comuns – como uma flor, um bicho ou um amor.  Tudo morre.  Tudo o que está vivo, um dia se findará.

 

Então por qual motivo temos tanto medo do final? Talvez seja pela falta de controle sobre o momento em que acontecerá?  Ou será por desejarmos termos mais e mais tempo para fazer tudo aquilo que desejamos?

 

Então fico aqui pensando: se queremos mais tempo, então...

 

E se em vez de nos preocuparmos tanto sobre quando o morrer chegar... nos dedicássemos ao bem viver?  Se não tentarmos controlar o tempo, mas o nosso pensamento, o destinando somente aos nossos amores e desejos intensos?

 

E se em vez de cultivarmos o stress, déssemos chance para o nascimento da paz interior?  Aquela que encontramos quando conseguimos viver a intensidade de um momento, a felicidade de um beijo, a doçura de um abraço ou o acalanto de uma palavra de afeto?

 

E se em vez de questionarmos o mundo questionássemos a nós mesmos:  o que estou fazendo com a minha vida?  A quem estou dedicando minhas ações?  Que tipo de sentimentos estou cultivando?

 

E se em vez de culparmos a doença, assumíssemos a responsabilidade de aproveitar cada segundo que nos resta?  E aproveitar significa viver no hoje!  E para isso é preciso concentração, vontade, energia e treino.

 

E se em vez de chorarmos de medo da morte, sorríssemos pela alegria da vida?  Pequena, curta, sofrida, turbulenta, serena, profícua, intensa, descontrolada ... mas a vida que pode ser vivida?

 

Me parece então que o problema não é a morte.  Me parece que ao colocar a possibilidade do desaparecimento, é o momento em que as coisas mais importantes da vida se tornam visíveis – porque no dia a dia elas existem, mas são como fumaça, intangíveis, voláteis, quase inacessíveis.  Elas podem estar aí por mais um instante.  Mas se você não olhar, não poderá alcançar.

 

Da morte não sabemos nada – sonhamos e imaginamos tudo.  Do céu ao inferno, do paraíso ao nada, do renascer ao extinguir.  E por isso não há nada que possamos fazer.

 

Mas da vida, sabemos o que está ocorrendo agora.

 

Pode não ser o que exatamente desejamos.  Pode ser inclusive muito longe do que sonhamos.  Pode ser algo que nos incomoda e nos faz sofrer.  Mas é isso o que temos e o que sabemos.  São essas experiências, lutas, aprendizados que temos para viver.

 

Às vezes já estamos mortos e nem sabemos…

 

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Erika Scandalo -  especialista em Psicologia Clínica, escreve sobre a vida e diferentes formas de aproveitá-la.  Acredita que a felicidade é consequência de uma visão proativa sobre as dificuldades.  Ser feliz é mais um olhar sobre o que se tem, do que ter tudo o que se quer.

 

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